terça-feira, 25 de junho de 2013

O menino sem nome e a garota sem pernas...



 
Naquela cidade cada um sonhava em segredo. O menino sem nome conheceu a garota sem pernas. Ela não tinha pernas, mas mesmo assim não precisava de ninguém para ir embora. E eles tentaram. A garota sem pernas mostrou a ele o mundo como conhecia. Ele, que não tinha nome, embarcou… Como quem nunca mais quer voltar. Por um tempo, olharam para a mesma direção. Ela nunca lhe deu um nome… Ele nunca lhe trouxe as pernas. O que pra um era sina para outro era mistério. Eles poderiam andar juntos sobre o mesmo trilho, mas nunca seriam esmagados pelo mesmo trem.

... "Os famosos e os duendes da morte" (2009). 

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Bem, digo pouco e não falo muito - 1


Bem não é preciso dizer muito pra dizer tudo, nem muito falar tudo pra dizer nada, não basta escrever pra ser compreendido e se enganar pra falar alem da compreensão. Eu não me entenderia se dissesse coisas assim, e muito me enganaria se não disser coisas assim, eu não diria coisas do tipo, eu sei, eu faço, eu não faço. Eu me definiria, eu lucidava de álcool em tragos, pra falar qualquer coisa, ou todo. Eu não me apostaria em disse coisa bonitas que soe bem em todos os ouvidos, bem não estou aqui pra dizer isso e muito menos fala nada muito, só dizer o que é necessário. Mas bem não ha nada necessário, então não digo nada, e me calo. Me calo e não falo mais nada, e não digo.

sábado, 8 de junho de 2013

PORRES, ILUSÕES COM SOLIDÃO - 2


" Eu demorei muito pra mim perceber, que eu devia me importar mais comigo mesmo. Esquecer tudo, os chatos, as coisas fúteis, os amores, eu não preciso correr atras disso, eu não preciso me fraquecer. Eu preciso estar mais comigo mesmo, ser eu mesmo, viver o que quero estar vivendo, ser produto de mim mesmo, esta disposto sobre todos meus sonhos. Aquela dor de cabeça que eu sentia a tarde ja não tinha passado, meu cérebro ainda queima, mas não de dor, não apenas de dor, eu estava mais que isso. Meus porres, ah meus porres, eu apenas não devo estar lucido do que eu falo, eu apenas devo estar tentando me enganar, ou sei la, talvez a me enforcar. Meus porres, é, minha solidão, ja conheço ela, ja me repito nela em versos e poemas, ja a sinto, ja a aceito. E aquela musica ainda toca baixinho, e aquelas frases, sabia palavras que me conforta. Eu não posso-me viver longe delas, oh não posso. Não pode ser assim tão só, mas agora ja não a ouço mais, agora estou só, sozinho de mim, oh tão só. "
                           
                                                                                              - Antonio Lopes

terça-feira, 21 de maio de 2013

TRAGEDIAS DE AMOR E VERSOS DE POEMAS - 2


O que me resta?
daquela peça
daquele jogo
que foi perdido

Um fato escondido
a historia mal contada
aquele caminho apagado
com os passos de uma pessoa

Dos momentos que lembro
cenas, fotografias, gestos, e caricias
tudo aquilo que não pode ser esquecido.
É o que me resta

Como se fosse 
aquele pequeno papel
com frases e poemas
todo aquele sentimento expresso
que eu não esqueço
mas me adoecia
me enfraquencia
me entristecia
Mas eu não esquecia.

                                          Antonio Lopes


quinta-feira, 16 de maio de 2013

Desenho livre, primeira mão (Improviso)


Eu não to mais afim
de perder meu tempo
de gastar meu saco
de se importar com os fatos

Eu não to mais afim
de responder mensagens suas no telefone
de ficar expressando sentimentos
de fingir que esta tudo como antes

Eu não to mais afim 
de me preocupar com você
de achar que tudo mudou
ou que tudo vai mudar

Eu não to mais afim
de você
de este tédio
de estas historias

Eu não sei
mas como tudo chegou assim?
Eu não estou bem
Eu não quero permanecer assim
Eu não estou lá.



sexta-feira, 3 de maio de 2013

Porres, ilusões com solidão - 1


 Meus pés já não estava no mesmo lugar
com minha mente desligada de qualquer algo banal
com puros porres psicodélicos
de sonhos velhos desconhecidos
E minha solidão era minha companheira
tão doce e tão comum 
seu leve gosto
mas não logo tão amargo
apreciado pela minha alma

Minhas virtudes desconhecia a razão
era algo que não podia ser compreendido
afastado de qualquer ser da  massa critica
Questionando ao extremo à ficar sem resposta
ate que restava o mais fino ato:
O sentimento em si. 

                                                                                                          Antonio  Lopes


Narciso com versos - 1


 Eu acredito no amor, 
quem disse que eu não acredito?
Eu só não acredito que não vale a pena viver ele!
Me render meus pecados
ou desistir de mim.
Eu sou apenas eu
fruto do meu pensamento
único, imutável, produto divino
Irreconhecido por qualquer criatura mortal
superando qualquer compreensão logica
de seres tão vulgares.

Eu sobre um olhar ao espelho
reconheço toda forma
uma visão alem de mim 
e desperto uma atração
um amor puro, e verdadeiro
e nunca conhecido e compreendido por alguém.

Eu percebo que minha unica satisfação plena e completa
vem apenas de dentro de mim
e que qualquer algo exterior é supérfluo 
apenas uma ilusão de minhas vertigens

Eu sou manifestação pura de meu ser
um eremita, observando, analisando e comparando
cada figura e acontecimento sobre toda forma.
Cético, critico e nem um pouco dogmático
reconhecendo sua não natureza
mas sim, o seu SER.

                                                                   Antonio Lopes